Resumo do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

O nome completo do livro é: “As aventuras de Alice no País das Maravilhas”, mas que todos nós resolvemos deixar um pouquinho mais curto.

As aventuras de “Alice no País das Maravilhas” foi logo seguida por outro livro infantil denominado “Alice através do espelho e o que ela encontrou lá”, obra do mesmo autor, publicada em 27 de dezembro de 1871.

As obras sempre caíram no gosto de crianças e adultos.

Vamos conferir, em seguida, o resumo do livro? Boa leitura!

Resumo do livro Alice no País das Maravilhas, capítulo por capítulo

Capítulo 1: Na toca do coelho

Lewis Carroll começa mostrando Alice descansando e aproveitando o dia com sua irmã, quando avista um coelho branco, vestido com um colete e carregando em sua mão um relógio de bolso, preso por uma corrente.

Alice segue o coelho que entra em sua toca. Alice entra e cai em um poço. No caminho da queda, vê uma porção de coisas estranhas, mas chega ao fundo com segurança.

Alice vê uma mesa de vidro onde em cima há uma chave dourada para a qual Alice busca uma fechadura correspondente. De tanto procurar, encontra atrás de uma cortina, uma pequena porta.

Passando a porta, há um jardim, mas Alice em seu tamanho não consegue passar pela porta. De repente, aparece uma suposta solução, uma garrafa com a inscrição “beba-me”. Alice bebe e fica pequena a ponto de passar pela porta.

Como Alice agora está pequena, consegue passar pela porta, mas a chave ficou em cima da mesa e Alice não consegue alcançá-la. Um bolo, com a inscrição “coma-me”, foi a solução. Ao comer, a menina fica grande novamente.

O coelho branco desaparece.

Capítulo 2: A lagoa de lágrimas

Enorme da maneira que estava, Alice começa a chorar e suas lágrimas vão se transformando em uma enorme lagoa. O coelho branco passa pelo local e deixa cair um leque e suas luvas.

Alice, com calor, começa a se abanar com o leque e, sem se dar conta, começa a diminuir de tamanho novamente.

Não fosse um rato a ajudar, Alice teria se afogado no lago que ela mesma criou e que, por descuido, caiu dentro dele.

O rato ajuda a menina a atravessar para a outra margem do lago, onde Alice encontra uma grande quantidade de animais e aves tentando de toda maneira secar suas penas e pelos, preocupados em fazer isto rapidamente, preocupados com a possibilidade de ficarem doentes.

Capítulo 3: Uma corrida e uma história comprida

Um Dodô aparece e convoca todos os animais para participar de uma corrida diferente: ela será feita em círculos e, devido a este tipo de configuração, a corrida termina com todos ganhando. Foi uma corrida de apenas trinta minutos e a premiação teria que ser dada a todos os ganhadores.

Alice tinha doces em seus bolsos e prontamente os ofereceu para servir como recompensa a todos os ganhadores da corrida. Assim foram distribuídos os prêmios, inclusive para Alice, a quem coube apenas um dedal.

Os animais ainda tiveram que ouvir uma longa e triste história contada pelo rato que dissertou a respeito das inimizades que nutrem ratos, gatos e cães.

Alice se afasta do local.

Capítulo 4: O coelho manda alguém

O coelho branco quer suas luvas e o seu leque e, confundindo Alice com seu empregado, ordena a ela que busque os acessórios para ele.

Alice vai para casa buscar e encontra novamente a garrafa que trazia a inscrição para beber. Alice bebe e torna-se novamente um ser gigante, ocupando totalmente a casa.

O coelho manda seu empregado, um lagarto de nome Bill, entrar na casa pela chaminé. Alice percebe o animal e o chuta para longe.

O coelho começa a atirar pedras que se transformam em bolo ao cair ao chão. A menina experimenta os bolos e os acha deliciosos.

Os bolos a transformam novamente em uma criatura pequena, que sai da casa e encontra uma enorme quantidade de animais que vão ao seu encontro, assustando-a.

Alice corre para a floresta onde encontra um imenso cachorro e, a seguir, uma lagarta fumante de narguilé.

Capítulo 5: Conselhos de uma lagarta

A lagarta está ali sentada sobre um cogumelo e fuma na maior calma. Alice é informada pela lagarta que um dos lados do cogumelo, se comido, faz crescer, e que o outro lado faz diminuir de tamanho.

O lado esquerdo diminui o tamanho, já o lado direito aumenta.

Alice começa experimentando o lado esquerdo e fica tão pequena que bate sua cabeça no sapato.

Logo a seguir, come um pedaço do lado direito e fica tão alta a ponto de atingir a copa de uma árvore.

Mais um pedacinho do lado certo e a menina volta ao normal.

Capítulo 6: Porco e pimenta

Alice entra na casa da duquesa e encontra algo inesperado. Inúmeras panelas são atiradas pela cozinheira ao mesmo tempo em que prepara uma sopa.

Acontece que, para temperar, a cozinheira usa pimenta em demasia, fazendo com que todos espirrem: a duquesa, um bebê e a própria Alice. Só não espirram a cozinheira e o gato de cheshire.

Incomodada com o bebê que não parava de chorar, a duquesa o joga para Alice que o leva para o bosque, mas em seguida se transforma em um porco, o qual Alice se livra dele.

Alice se encontra novamente com o gato de cheshire e o questiona sobre a sanidade das pessoas que vivem naquele local, ao que o gato confirma que é louco e que todos os personagens ali são completamente loucos.

Capítulo 7: Um chá muito maluco

O chapeleiro maluco, a lebre e o arganaz se reúnem para o chá. Alice finge que é convidada e, no melhor estilo penetra, vai participar do evento.

O chapeleiro maluco explica para a menina que está destinado a viver tomando chá, pois foi punido com a parada do tempo às seis horas. Durante a cerimônia, Alice é bombardeada por enigmas para que resolva, mas todos eles de forma incoerente.

Alice abandona o local e encontra uma porta em uma árvore por onde entra e sai novamente no salão inicial.

Cogumelo no bolso, Alice o come, fica pequena e vai de encontro à pequena porta de saída para o jardim. Consegue entrar nele.

Capítulo 8: O campo de jogo da rainha

É o reino da rainha de Copas e ela detesta rosas brancas. A rainha mandou pintar todas de vermelho e é o que três cartas de baralho estão fazendo agora, por ordem da própria rainha.

O trabalho de pintura das cartas é interrompido por um desfile de cartas de todos os naipes, reis e rainhas, incluindo a rainha de Copas. Está presente também no desfile o coelho com seu relógio e seu colete.

A rainha de Copas é uma pessoa de difícil trato e, ao ser minimamente incomodada, grita logo o seu bordão, ordenando o corte da cabeça de quem a irritou.

A rainha convida a todos para um jogo de críquete que acaba em uma imensa confusão. O gato está presente e a rainha ordena que seja decapitado. O capataz se recusa a decapitar o gato, pois o mesmo pertence à duquesa.

A rainha pede a liberação da duquesa para que venha resolver o problema de seu gato. O gato tem apenas a cabeça e o capataz retruca que não faz sentido cortar a cabeça do gato que não tem pescoço.

Capítulo 9: A história da falsa tartaruga

Todos estão no campo e a duquesa aparece se mostrando extremamente simpática à Alice e conversando com a menina, admite que quer encontrar uma moral em tudo que aconteceu com ela até o momento e em tudo que possa ainda acontecer.

Na realidade, uma moral para cada aventura de Alice, ainda que isto possa não fazer nenhum sentido.

A rainha de Copas despede-se dela e apresenta o grifo, figura mitológica que vai se reunir com a tartaruga fingida.

A tartaruga vê Alice pela primeira vez e desanda a falar de sua vida, de como era bom quando vivia no mar como uma tartaruga de verdade e do sonho que tem em voltar às origens. Todos contam um pedaço de sua história e o grifo argumenta que deve afastar Alice dali, pois em breve um julgamento vai começar e eles devem assistir.

Capítulo 10: A dança das lagostas

A tartaruga e o grifo dançam, o julgamento vai começar e o grifo leva Alice consigo.

Capítulo 11: Quem roubou as tortas?

Alice agora é testemunha em um julgamento. O valete de Copas é acusado de roubar as tortas da rainha.

Doze animais fazem parte do jurado, incluindo o lagarto Bill.

Tomando o rei como juiz, temos o coelho como promotor público, a cozinheira da duquesa e o chapeleiro maluco como testemunhas. O chapeleiro não coopera no processo e acaba por irritar o rei.

Capítulo 12: O depoimento de Alice

Sem intenção, Alice derruba todos os jurados, ao que o rei ordena que todos sejam colocados de volta a seus lugares antes que o julgamento continue.

O rei tem seus decretos anotados em seu caderno e cita um importante deles, que todas as pessoas com altura superior a uma milha terão que deixar o recinto do tribunal imediatamente.

Alice não aceita a palavra do rei e uma calorosa discussão se inicia. A rainha grita para que cortem a cabeça de Alice, assim como ela costumava gritar toda vez que algo lhe incomodava.

Alice enfrenta a todos e não demonstra medo, afinal, nada poderá detê-la, visto a altura que alcançou. Além do mais, percebe Alice, são apenas uma porção de cartas e parece que nada poderão fazer.

Todas as cartas atacam Alice simultaneamente. De repente, o sonho acaba. A irmã de Alice está agora tentando acordá-la e dizer a ela para irem juntas tomar um chá.

Alice conta para a irmã seu sonho e ambas pegam o caminho de casa.

Análise do livro Alice no País das Maravilhas

Seria impossível para os leitores de hoje determinar exatamente até onde o autor queria chegar com as insinuações, trocadilhos e piadas, muitas vezes de cunho político, que  colocou nas entrelinhas de sua edição. Todos nós sabemos que o humor inglês é muito perspicaz e extremamente sutil.

São palavras e citações que dizem respeito à época e que, principalmente para nós, que estamos em outra época, que somos estrangeiros e que não vivemos o momento, se tornariam sem sentido ou sem graça.

Alice realmente existiu. Seu nome significa nobre de qualidade, descendente de uma nobre linhagem. O autor “descobriu” Alice enquanto passeava de barco pelo rio Tâmisa, no dia 4 de julho de 1862, na companhia de seu amigo Robinson Duckworth e três crianças, as irmãs Liddell, Loriny, Edith e Alice, filhas de Henry George Liddell, vice chanceler da Universidade de Oxford.

Como estamos falando de uma história verdadeira, determinados fatos são de conhecimento do público, outros ficaram restritos aos personagens que viveram, mas o que se sabe é que há questionamentos a respeito do fato de dois homens adultos estarem passeando de barco pelo rio com três crianças, sem a companhia dos responsáveis pelas mesmas.

Acontece que Carroll sempre foi muito amigo do pai das meninas e sempre confiou nele tanto pela amizade quanto por sua família e formação religiosa. Isto tornava, na época, um relacionamento de confiança.

Este relacionamento terminou de uma forma abrupta, sem que se tivesse conhecimento do motivo. O que se tem notícia é que Carroll teria pedido a mão de Alice em casamento em um momento em que a menina tinha apenas dez anos, provocando a ira do pai da criança e seu pedido que Carroll sumisse da vida dela.

Nos dias de hoje, estaríamos vendo com outros olhos, principalmente pelas declarações de Carroll no sentido de que gostava muito de crianças, “desde que fossem meninas”. Muitos o acusam de pedófilo pelo fato de seus relacionamentos com meninas, na maioria das vezes como consentimento das mães.

Carroll costumava fotografar meninas semi nuas ou às vezes completamente nuas e nunca demonstrou interesse por mulheres adultas. Ainda que tivesse uma extensa coleção de fotos neste sentido, antes de morrer, procurou devolver todas elas às respectivas modelos no intuito de não prejudicá-las no futuro.

Poucas foram as fotos remanescentes, constando que sobraram duas ou três fotos das quais, na verdade, não se sabe o paradeiro exato.

A história de Alice no país das maravilhas surgiu de improviso durante o passeio com as crianças, mas foi tão interessante que Alice pediu que o escritor a colocasse no papel.

Até então, o nome do conto era “Alice debaixo da terra” e continha aproximadamente dezoito mil palavras, tendo sido entregue à menina pelas próprias mãos de Carroll em 26 de novembro de 1864.

Incentivado por seus amigos e seu mentor, o autor fez uma alteração em sua ideia original e apresentou agora um romance com trinta e cinco mil palavras, adicionando cenas e personagens ao manuscrito original.

O livro foi publicado em primeira edição em 04 de julho de 1865, porém, o ilustrador, não contente com a qualidade da impressão, disse que as ilustrações teriam sido prejudicadas e pediu o recolhimento de todos os livros.

Em dezembro de 1865, com uma nova impressão e, desta vez, com a qualidade aprovada, o clássico cai no gosto do público e esgota-se completamente ao chegar às livrarias.

Ao final de sua época, o autor usufruiu da venda de aproximadamente 180 mil cópias deste clássico.

O livro foi traduzido para mais de 150 idiomas no mundo todo, sendo que somente na Inglaterra foram mais de cem edições.

Ah…! Lembra daquela edição que foi rejeitada devido às ilustrações terem ficado de má qualidade e recolhida? Em 1998, um livro original desta edição foi leiloado por um lance incrível de um milhão e quinhentos mil dólares americanos. 

O autor, Lewis Carroll

Lewis Carroll é pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, desenhista, fotógrafo, fabulista, poeta, romancista, contista, matemático, reverendo anglicano britânico e escritor.

Lewis Carroll sempre teve uma educação baseada na religiosidade, pois a narrativa é que seu pai, pastor da Christian Church, queria que o filho seguisse seus passos e também abraçasse a carreira oferecida pela igreja.

Este sonho se dissipou logo que Lewis Carroll ingressou na Universidade de Oxford, no ano de 1851, momento no qual se afastou de todo e qualquer tipo de atividade religiosa.

O autor Lewis Carroll sempre gostou de prestidigitação ou truques de mágica e fazia muito para as crianças, por diversão. Gostava de matemática e lógica e, nos livros que escreveu, inseriu vários problemas baseados nas duas ciências.

Nos principais livros que escreveu, Lewis Carroll jogou com as palavras, fez vários trocadilhos e inseriu inúmeras piadas que remetiam a críticas políticas.

“Alice no País das Maravilhas”, como vimos, foi escrito em doze capítulos onde Lewis Carroll usou de toda sua imaginação e poder de criação para desenvolver uma narrativa única.

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