Os 8 Melhores Livros de Olavo de Carvalho

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Olavo de Carvalho é um ensaísta, ideólogo e influenciador digital brasileiro. Ao mesmo tempo, Olavo de Carvalho já foi astrólogo e jornalista.

Trata-se de um autor que se autointitula como “filósofo”, porém, apresenta, inicialmente, o argumento preferido pelo conservadorismo em nosso país.

Nesse sentido, cumpre ressaltar que Olavo de Carvalho reside, desde 2005, nos Estados Unidos – precisamente em Richmond, Virgínia.

É à distância que Olavo de Carvalho analisa e pondera os temas da realidade nacional e tantos outros temas de interesse deste controverso escritor.

Vamos nos aprofundar nas obras de Olavo de Carvalho?

O curso de Filosofia oferecido pela PUC (Pontifícia Universidade Católica), no Rio de Janeiro, chegou a ser frequentado por Olavo de Carvalho. Contudo, o autor não concluiu seus estudos formais sobre essa matéria ou, por exemplo, economia – assunto sobre o qual não perde a oportunidade de opinar.

Apesar disso, Olavo de Carvalho sempre se sentiu “intelectualmente autorizado” a apresentar sua versão dos fatos mediante trabalhos acadêmicos. Nesse sentido, Olavo de Carvalho escolheu, como um contraponto às suas atividades jornalísticas, o empreendimento de estudos filosóficos “por conta própria”.

Com a finalidade de alargar seus conhecimentos e inteligência, realizou estudos comparativos das religiões, dedicou-se à astrologia tradicional (atuando como astrólogo e elaborando uma “leitura astrológica” específica, a chamada “astrocaracterologia”).

Olavo de Carvalho estudou, ainda, artes liberais, desenvolvendo apostilas que, mais tarde, se converteriam em livros, além de atuar como professor em aulas particulares.

Desde a década de 1990, começou a reunir seus escritos e publicá-los, para o deleite dos leitores alinhados aos ideais conservadores e de direita, dispostos a entrar em confronto para os defender.

1. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, primeiro dentre os melhores livros de Olavo de Carvalho

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Olavo de Carvalho esclarece que se você – como o restante da humanidade – não deseja ser um idiota, deve estar informado acerca das técnicas voltadas à manipulação da consciência e da linguagem. Para o autor, ninguém pode se considerar um cidadão responsável e livre caso não identifique quais são as forças políticas que se engajam por ludibriar as pessoas.

Com a finalidade de defender o que entende por liberdade e democracia, Olavo de Carvalho reúne, em “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, quase 200 ensaios e artigos (incluindo, até mesmo, o racismo como um de seus objetos de estudo) que são organizados pelo jornalista Felipe Moura Brasil.

Esta coletânea reúne, porém, apenas uma pequena parte das contribuições presentes nos livros de Olavo de Carvalho, cobrindo os textos veiculados (graças à liberdade de imprensa) de 1997 a 2013.

Contudo, por meio de sua costumeira veemência e originalidade, Olavo de Carvalho aborda, em “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, temas do cotidiano, analisa notícias e procura interpretar a mentalidade dos brasileiros.

Como em muitos outros livros, o pensamento de Olavo de Carvalho intenta unir o que julga ser “alta cultura” com a linguagem popular. A princípio, dota os seus escritos de bom humor e estilo envolvente.

Ademais, o fato de viver nos Estados Unidos não o impede de exercer uma grande influência social e política do Brasil. O autor utiliza os referenciais que conseguiu aprender da ciência política e de seu trabalho em jornais para tratar, superficialmente, de assuntos intricados, como:

  • os governos de Barack Obama e George W. Bush nos Estados Unidos;
  • o golpe militar de 1964;
  • os governos petistas de Dilma e de Lula;
  • a vocação do escritor;
  • a militância política;
  • o impacto das religiões sobre as sociedades;
  • a ciência;
  • a cultura;
  • a economia capitalista.

Obviamente, chamar de “ciência política” o resultado dos raciocínios e dos temas discutidos pelo escritor é quase uma “licença poética”, dada a forma pela qual os argumentos se concatenam e a forma pela qual foram organizados pelas mãos de Felipe Moura Brasil.

Apesar disso, o livro já vendeu mais de duzentas mil cópias.

2. O jardim das aflições

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Considerado, por muitos, um dos mais importantes títulos do autor, “O jardim das aflições” consiste em uma espécie de ensaio, com uma seleção do que há de melhor em termos de filosofia política.

Nele, o autor interpreta a história ocidental sob o prisma das tentativas seguidas de reestruturação dos impérios – entendidos como organizações sociais e políticas que visam administrar e controlar o “mundo visível”.

Em “O jardim das aflições”, a ruptura do significado cristão da vida originou duas correntes distintas de ideias: as historicistas e as naturalistas. O autor revela, com rara inteligência, como o conflito entre elas foi crucial para as mudanças históricas e culturais, consolidando o culto de divindades cósmicas – a religião estatal e a própria substância de um novo grande império.

Ademais, o autor revela como as decisões globais não são definidas em termos de regimes políticos, mas em decorrência de uma contradição inerente à formação dos Estados imperiais.

Uma vez que os artigos do autor mostram que esse corpo político só pode crescer à medida que destrói (principalmente, em nosso país) todo o legado espiritual vigente, é desse núcleo que retira sua única – e possível – legitimação moral.

O novo quadro mundial, retratado pelos artigos do autor, transcende os conflitos ideológicos pois, para o escritor, são os elementos de intelectualidade e de espírito que determinam a dinâmica do Estado imperial.

Em outras palavras, este título busca responder a uma questão que permeia toda a obra e os artigos de Carvalho: estaremos condenados a viver e seguir sob as ordens de coisas emanadas pela “religião de César?”

3. O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras

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Esse título é um dos mais demandados pelos leitores que buscam por artigos e conteúdos reacionários. Em outras palavras, “O imbecil coletivo” ambiciona apresentar uma versão inteligível de todo o Brasil em apenas um volume.

Em contraste com o livro supramencionado, “O imbecil coletivo” explica ao público como nada pode ser deixado de lado para compreender o nosso país, incluindo as mentalidades que, segundo este livro, foram as responsáveis por rebaixar o Brasil a sua atual condição de miséria intelectual e com um legado de indigência moral.

4. Os E.U.A. e a Nova Ordem Mundial

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Neste livro, Carvalho discute temas nada cômodos para o status quo, elencando os atores e fatores econômicos, ideológicos e políticos que atualmente definem a configuração, o destino e a dinâmica do poder da estrutura que o filósofo chama de “Nova Ordem Mundial”.

Logo que o cientista político Alexandre Dugin, na Rússia, começou a investigar esse tipo de questão, o “filósofo oficial da direita brasileira” entrou nesse debate, levando-o a momentos polêmicos e acalorados, como os que ocorrem ao abordar o racismo.

Ainda mais interessante: o livro mostra como ambos – tanto o cientista político quanto o filósofo – partem de posições diametralmente opostas, esclarecendo os atuais conflitos de interesses internacionais – tão incoerentes aos olhos do cidadão convertido em imbecil.

Ou por outra, a obra elucida os principais objetivos e forças envolvidas nessa trama descortinada por Alexandre Dugin e o filósofo brasileiro. Ao final da obra, os dois ícones do reacionarismo não chegam a uma conclusão sobre as coisas, brindando, assim, quem acompanhar as discussões até a última página.

Para que o público adquira uma perspectiva mais abrangente em termos de política internacional, o filósofo garante, na edição desta obra, que a luta pelo poder está sendo duramente travada, enquanto você lê este artigo, para a edificação da temida (pelo menos, por alguns) “Nova Ordem Mundial”.

5. Aristóteles em nova perspectiva

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Na obra do grande pensador do mundo antigo, Aristóteles, há uma ideia medular escondida, segundo Carvalho, pelo destino.

Esta edição intenciona apresentar, portanto, um conceito que escapou à percepção de todos os comentaristas especializados por mais de 2 mil anos! Felizmente, o escritor tupiniquim o descobriu e decidiu compartilhar seu achado com o mundo.

Em conclusão, a presente obra explica ao leitor que apenas duas pessoas notaram indícios deste achado em Aristóteles, porém, não atribuíram explicitamente uma relevância decisiva para o entendimento da filosofia aristotélica e sua índole.

A história narrada por Carvalho nesta obra, logo, encerra a chave de sua própria compreensão. Isto é, o leitor deve ser capaz, após concluir a leitura, de captar a unidade existente no pensamento de alguns indivíduos – desde os seus valores e intenções – abstendo-se de realizar julgamentos morais, sob pena de desrespeitar o “subentendido” e o “inexpresso”.

Portanto, o apelo ao leitor, que se deleitará por esta história, consiste na importância de não sufocar o texto na idolatria coisificada típica dos jornais – o próprio túmulo do pensamento. A vida de qualquer leitor certamente será mais rica e plena de significado ao conhecer sistemas de abstração como o da “teoria dos 4 discursos”.

Só para exemplificar, os textos aqui presentes podem ser entendidos como uma seleção de filosofia do discurso humano – reconhecendo-o enquanto potência única, capaz de atualizar sua vida de 4 formas diferentes: a lógica (ou analítica), a dialética, a retórica e a poética.

6. Como vencer um debate sem precisar ter razão, em 38 estratagemas: Dialética erística

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Em “Como vencer um debate sem precisar ter razão, em 38 estratagemas”, as pessoas entram em contato com o conteúdo mínimo necessário para se tornarem “patifes intelectuais” e fazerem sucesso em discussões sobre a humanidade.

Ao trazer esse conhecimento para sua vida, a intenção de Carvalho não é, obviamente, fazer de você um patife ou alterar a sua índole, mas evitar que se torne vítima de algum. Por certo, esse tipo de cultura é muito atrativo para quem deseja receituários preventivos contra argumentações desonestas.

Em muitas obras, há polêmicas interesseiras, nas quais o mais importante de cada discurso não é apresentar provas, mas apenas vencer na arena política. É por isso que, levando em consideração o contexto brasileiro, Carvalho ensina a desmontar e a reconhecer as artimanhas dos debatedores capciosos.

No Brasil, esse tipo de pessoa pode ser detectado pelos assuntos discutidos na imprensa: há profissionais que, sem ter objeções sérias perante as razões de seus adversários, procuram confundir o público ou desmoralizar seu interlocutor, fazendo com que o falso pareça verdadeiro e, o verdadeiro, falso.

Entre o povo brasileiro, a maioria dos casos evidencia certos problemas. Por exemplo, quanto mais uma pessoa dramatiza e gesticula em defesa de suas opiniões, tanto menos está segura, interiormente, de sua veracidade.

Por certo, no Brasil, isso ocorre quando algum debatedor não examinou devidamente as questões acerca das quais discorre publicamente. Para a audiência brasileira, Carvalho mais do que traduz – reinterpreta – o texto de Schopenhauer. Certamente, vale a pena conferir.

7. A Nova Era e a Revolução Cultural: Fritjof Capra e Antonio Gramsci

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A Nova Era, de Capra, e a Revolução Cultural, de Gramsci, têm, no contexto brasileiro, algo em comum: os dois conceitos pretendem e fazem tentativas práticas para realizar a introdução, no espírito humano, de modificações irreversíveis, profundas e vastas.

No Brasil, a linguagem de ambas conclama as pessoas a romperem com o passado em prol da busca de uma nova terra e de um novo céu. Na alma brasileira, a Nova Era vem obtendo grande repercussão, sobretudo, entre os cientistas e empresários.

Desde o ponto de vista do governo estatal, elas são perigosas, pois embora a investida cultural gramsciana seja, de certo modo, “silenciosa”, exerce, há mais de trinta anos, uma influência acentuada no estabelecimento do que é considerado “verdade ou mentira”.

Em nenhum dos títulos acessíveis ao público, no entanto, elas foram submetidas a um exame crítico e abrangente. Mesmo que, com a anuência do governo, elas sejam aceitas, à primeira vista, por mera simpatia, a verdade é que penetram sobre as massas e assomam, com argumento sempre renovado, contra a consciência coletiva.

Por fim, essas estruturas adquirem a força de um culto, ao preço de serem decisivas para a condução da rotina de milhões de indivíduos que, sequer, ouviram a seu respeito. Tudo somado, elas exercem seu poder, mediante um estrondoso impacto cultural no mundo.

Seja como for, os propagadores e adeptos conscientes dessas propostas conhecem tudo o que elas representam e seu inerente confronto. Para eles, tomados em conjunto, não há nada mais reconfortante que a atônita passividade do público diante de tudo o que copia, tudo o que absorve, tudo o que admite e tudo o que recebe.

Já que o presente texto se endereça a esse tema, Carvalho expõe o caráter de imitação maquinal que visa compensar a falta de inteligência – tão presente, segundo Carvalho, na formação de nossos cidadãos.

8. O imbecil juvenil, finalizando essa seleção de melhores livros de Olavo de Carvalho

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Não obstante o fato de anunciar que mudaria de tema após esgotar o público do país com conteúdos sobre o universo político e a religião, Carvalho não pôde manter a promessa e continuou lidando com esses assuntos de outras formas neste volume.

De fato, Carvalho considera este volume como um importante combate contra o status quo, um ensaio cujo objetivo é se opor ao que considera uma maré de estupidez reinante.

Este ensaio visa, assim, documentar o que não é possível remediar, isto é, o discurso hegemônico da intelectualidade que, quase como um dogma de uma religião estrita, assume tons cada vez mais ferozes e arrogantes para domesticar cada imbecil.

Assim que a estupidez verbal se converte em violência, o próprio imbecil que nomeia este volume passa a enfrentar problemas que inexistem em seu objetivo de infância ou juventude. No entanto, o preço deste ensaio, sem dúvidas, não pode ser mensurado pelo seu valor monetário.

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