Tipos de Memória: Conheça as Variedades e as suas Funções

Os diferentes tipos de memória têm implicações diversas no funcionamento de nosso cérebro.

Visto que é fundamental conhecê-los, estaremos melhor preparados para todas as situações que ocorrem em nossas vidas – até mesmo as atividades mais simples, tal como lembrar o que comprar no supermercado.

Ou seja, cada tipologia pode ser melhorada e estimulada com exercícios específicos. Como se sabe, quando estamos cientes de qual é o tipo de memória mais utilizada e quais menos temos trabalhado, tanto maiores serão as chances de providenciarmos estímulos produtivos.

Pensando nisso, apresentamos, ao longo deste artigo, alguns dos principais tipos de memórias, a fim de ajudar você a conhecer mais sobre o assunto e, assim, otimizar as suas próprias capacidades mnemônicas. Boa leitura!

O que é memória e quais os tipos de memória?

A memória humana pode ser definida como a nossa capacidade de evocar, conservar e adquirir informações por meio da interação social e de dispositivos neurobiológicos. No entanto, ela está em funcionamento permanente, detectando tudo o que fazemos, o que sentimos e o que ouvimos.

De tal forma, quaisquer atividades colocam a memória em ação. Posto que é crucial a exercitarmos regularmente, conseguimos elevar a quantidade de informações armazenadas e reduzir as chances de contrairmos déficits futuros.

Eventualmente, nossa memória entra em um processo de degeneração natural com o passar do tempo.

Uma vez que já sabemos que isso é um fenômeno que se manifesta ao envelhecermos, o melhor a fazer é retardar, tanto quanto pudermos, esse processo.

Quais são as 3 fases da memória?

Conforme mencionado, a memória pode ser entendida como o conjunto de fases responsáveis pelo armazenamento de um determinado aprendizado que se sustenta ao longo do tempo e pode ser recuperado quando necessário.

Para executar esse processo, há diferentes etapas que se estabelecem no cérebro humano: recuperação, armazenamento e codificação.

  • Recuperação: extração de informações previamente dotadas de algum significado e devidamente alocadas na lembrança;
  • Armazenamento: é a fase na qual as informações são retidas, armazenadas no cérebro. Essa retenção pode diferir, segundo o tipo de lembrança usada;
  • Codificação: aqui, os indivíduos recebem uma série de inputs externos, processando-os e convertendo-is em códigos sensoriais, visuais e/ou verbais, a fim de atribuir-lhes um dado significado.

Memória de curto prazo

Esse tipo de memória caracteriza-se como um mecanismo que permite a retenção de uma quantidade determinada de informações ao longo de um curto período.

Por fim, as informações processadas são temporariamente retidas; depois, ou se convertem em memórias de longo prazo ou desaparecem rapidamente.

Assim também, ela possui dois elementos centrais: uma duração definida e uma capacidade limitada. Nesse ínterim, se pedirem para você se lembrar, por exemplo, de alguma sequência de dez dígitos, provavelmente conseguirá lembrar de cinco a nove números.

Enfim, isso ocorre porque as quantidades de informações que essa memória consegue reter é sete elementos, dentro de uma variação, para mais ou para menos, de 2.

Afinal, desde um ponto de vista lógico, ela pode variar ligeiramente, de modo que há indivíduos que conseguem lembrar de menos ou mais elementos.

De conformidade com isso, tal capacidade pode ser afetada, também, pela chamada “função do material”, isto é, a relevância emocional dos estímulos, a extensão das palavras, entre outros.

Em primeiro lugar, se você conseguir reunir e classificar conjuntamente os dados ou informações, poderá elevar a quantidade de elementos que será capaz de lembrar.

Desse modo, ao tentar lembrar, por exemplo, do número de um telefone, fazer uma classificação desses elementos em grupos de 2 ou 3 tende a facilitar o processo.

Memória de longo prazo

Esta é a capacidade de reter as informações recentes (desde poucos dias até décadas). Por exemplo, a memória de longo prazo é funcional e estruturalmente diferenciada da memória de curto prazo que, aparentemente, retém elementos por cerca de 30 segundos.

Com toda a certeza, a memória de longo prazo está relacionada intimamente com a de curto prazo, pois, os elementos armazenados por curtos períodos se convertem em lembranças duradouras mediante os processos de associação significativa e de ensaio.

Decerto, após um tempo de análise, o cérebro toma a decisão de armazenar, definitivamente, alguns conhecimentos.

Não apenas isso: para que esta memória se consolide, há uma alteração estrutural nos neurônios, com o crescimento de processos de sinapse (ainda que de modo bastante simplificado).

Assim que o conhecimento é consolidado, existem várias formas de passagem da memória de curto para a de longo prazo. Para tanto, você deve estudar atentamente e realizar exercícios de fixação.

No trabalho ou nos estudos, revise as matérias ou os tópicos que já aprendeu para reter, para sempre, os conhecimentos adquiridos.

A princípio, uma boa dica consiste em fazer da prática de estudar um hábito em sua rotina.

Já que tudo o que incorpora em seu dia a dia é mais fácil de acessar quando necessário, para estudantes ou ocupantes de novas funções profissionais, é altamente recomendável utilizar os dois tipos de memórias ao mesmo tempo.

Memória de trabalho

Primeiramente, este tipo de memória deve ser entendido como um componente cognitivo relacionado à memória que nos permite armazenar temporariamente, com capacidade limitada, as informações.

Inegavelmente, todos usamos essa memória em nossas tarefas e atividades diárias. Ao calcularmos a conta do mercado, quando criamos lembretes e fazemos anotações, quando conversamos – nessas situações, utilizamos a memória de trabalho.

Mas, os resultados desses processos dependerão diretamente do seu nível de funcionamento. Também conhecida como “memória operacional”, ela cuida da manipulação e do armazenamento temporário das informações.

Mas, ela mantém algumas informações em nosso foco enquanto executa outras tarefas cognitivas mais complexas. Em suma, podemos usar uma metáfora para compreendê-la melhor.

Imagine que, em sua sala de cirurgia mental, essa memória é tanto o cirurgião encarregado da operação do paciente quanto a maca que o sustenta. Antes de tudo, os resultados dependerão de realizarmos bem ambos os processos simultaneamente.

Sob o mesmo ponto de vista, as características principais da memória de trabalho são:

  • Está relacionada intimamente à memória de longo prazo. Em conclusão, pode operar com conteúdos armazenados ali e, ainda, com aqueles que estão registrados na de curto prazo;
  • Atualização constante de seus conteúdos;
  • Transforma e manipula ativamente as informações;
  • Possui uma capacidade limitada.

Memória declarativa

A memória declarativa (conhecida, também, como “memória explícita”) fundamenta-se no conceito de que é composta de dados facilmente recuperáveis e armazenáveis. Logo após, ela se diferencia de outros tipos que abrangem habilidades profundamente arraigadas em nossa mente, sendo inconscientemente executadas.

Além disso, imagine que você está dialogando com uma amiga sobre livrarias e ela questiona sobre a sua preferida. Posteriormente, você responde declarando o nome desse estabelecimento e o livro mais recente que comprou por lá.

Por consequência, sua amiga pede que você explique onde a livraria fica. Antes de mais nada, você responde a essa pergunta com extrema facilidade sem, para tanto, usar apps mapas ou pesquisar na internet.

Contudo, esses são bons exemplos de memória declarativa.

Enquanto a sua capacidade de recuperar números de telefone, autores e títulos de livros, endereços e as experiências que teve em uma determinada loja compõem a sua memória declarativa, seu funcionamento é bem diverso em relação a outros tipos de memória.

Em outras palavras, ela está vinculada a eventos, dados e fatos. De maneira idêntica, pode ser de longo prazo, é bastante comum que evoque situações que aconteceram há muitos anos.

Ao mesmo tempo, diferentemente de outros tipos de memória, outras 2 subcategorias dividem a memória declarativa: a memória semântica e a memória episódica.

Com efeito, o cientista Endel Tulving, em 1972, descobriu essa distinção, relatando-a em sua obra “Organization of Memory” (sem tradução para o português).

Memória de procedimentos

Na memória de procedimentos, as experiências pelas quais passamos ajudam a desempenhar diversas tarefas sem, contudo, que a mente passe por processos conscientes.

Nesse meio tempo, a memória implícita (como também é conhecida mais esse dentre os diversos tipos de memória) pode ser aferida somente por algo factual.

De fato, andar de bicicleta, por exemplo, dirigir um automóvel ou tocar instrumentos musicais são bons exemplos. Afinal, todas essas atividades envolvem aprendizados graduais mediante repetições.

Por isso, para aprender a dirigir é necessário engatar a marcha, pisar e soltar a embreagem aos poucos, pisar no acelerador ao mesmo tempo, conduzir a direção, observar os retrovisores, ficar atento aos demais veículos circulando.

Em segundo lugar, todo esse processo precisa, no início, ser meticulosamente planejado e pensado.

Do contrário, o automóvel “morrerá” ou – o que é bem pior – você poderá sofrer um acidente. Depois de tentativas seguidas, finalmente aprenderá, graças a esse que é um dos mais interessantes tipos de memória, a dirigir o carro.

Sobretudo, depois do aprendizado, você não necessitará mais pensar em cada ação isolada, pois, elas estarão “automatizadas”. Isto é, você poderá se concentrar nas tarefas cotidiana, no caminho a percorrer ou nas contas a pagar, sem interferência direta no modo pelo qual você conduz o veículo.

Memória humana sensorial

A memória sensorial, por sua vez, consiste na retenção das informações que são percebidas pelos cinco sentidos, antes de serem processadas na memória de curto prazo, algo que não é realizado por outros tipos de memória.

Do mesmo modo, ela á responsável por subsidiar os estímulos gustativos, olfativos, táteis, auditivos e visuais para o nosso cérebro. Por certo, essa memória representa terminações nervosas e áreas que respondem pelos órgãos sensoriais, a uma enorme velocidade.

De tal sorte que as retenções feitas por ela apresentam curtíssima duração, em comparação a outros tipos de memória, permanecendo somente até que os impulsos elétricos cheguem à memória de curto prazo, a fim de ser mantida ou descartada.

Assim sendo, trata-se de um mecanismo de percepção automática que não realiza processos cognitivos mais avançados em nossa mente.

Ainda assim, é chamada de “memória de carregamento”, à medida que o cérebro processa essas informações e, depois, determina se ela será enviada ou não á memória de longo prazo.

Sem dúvida, sua enorme capacidade de receber informações, aliada ao fato de que conseguimos percebê-la (em nível consciente) atuando, permite que ela trabalhe automaticamente, inclusive, quando estamos adormecidos.

Primordialmente, essas características fazem com que seja um dos mais interessantes tipos de memória.

Bibliografia: (1), (2).

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