Os 8 Melhores Livros sobre o Holocausto

Um dos períodos mais sombrios e chocantes da história humana merece muito tato e atenção quando retratado. Nossa seleção de melhores livros sobre o holocausto faz isso.

Este evento marcou a geopolítica global e foi um grande despertar para questões como autoritarismo político, eugenia, direitos humanos e os limites da guerra.

Abaixo você encontrará obras que retratam as atrocidades cometidas pelo nazismo ao povo judeu, sob comando do Terceiro Reich na Segunda Guerra Mundial. Todo o horror que destruiu vidas e interrompeu histórias permeiam as páginas.

Por outro lado, os sobreviventes e estudiosos autores exaltam a capacidade humana de resistência e resiliência. São testemunhos fortes e chocantes, informações internas e heróis invisíveis.

Com o fim da guerra e libertação dos prisioneiros em 1945, mentes brilhantes condenadas à tortura e trabalho forçado puderam colocar suas experiências nas páginas.

As memórias das vítimas não se perdem e a homenagem é feita em forma de história.

AUTOR LIVRO

O diário de Anne Frank
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É isto um homem?

 

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A bailarina de Auschwitz

 

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Noite

 

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A lista de Schindler

 

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O menino do pijama listrado

 

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Última parada: Auschwitz

 

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Sonata em Auschwitz

 

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Mais detalhes a respeito dos melhores livros selecionados

Quer conhecer melhor a nossa seleção? Confira os detalhes de cada obra a seguir.

1. O diário de Anne Frank, de Anne Frank, um dos melhores livros que retratam os horrores do holocausto

“O diário de Anne Frank” é talvez o livro mais famoso sobre a vida durante o regime Nazista e o holocausto.

A história conta a vida da garota Anne Frank, sua família e alguns outros judeus que, no ano de 1942, se confinam para se proteger dos nazistas. Anne conta sua vida antes deste evento e também o período no esconderijo secreto anexado ao escritório de seu pai, Otto H. Frank, em Amsterdã.

Todos os presentes no esconderijo foram capturados pela Gestapo em 1942, Anne Frank e sua família foram separados e enviados para campos de concentração.

Anne morreu aos 15 anos, em 1945, no campo de Bergen-Belsen. Seu diário foi entregue ao pai, único sobrevivente da família, por Miep Gies, secretária e contadora austríaca. Os escritos de Anne Frank foram publicados primeiramente em 1947 e até hoje é tido como um testemunho chave sobre a época.

A veracidade do texto foi questionada desde o início, mas inúmeros estudos e análises comprovaram a caligrafia e oficialidade dos relatos.

Tido como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), “O diário de Anne Frank” foi considerado como o 19º livro mais importante do século XX pelo Le Monde.

2. É isto um homem?, de Primo Levi, um clássico sobre o holocausto

Esta obra é um relato vivo e detalhado escrito por alguém que viveu todos os horrores em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial.

Primo Levi era um cidadão italiano judeu, químico, que teve sua vida revirada ao ser levado para o campo de concentração nazista. Ele descreve os trabalhos forçados aos quais eram submetidos os prisioneiros, e o esgotamento físico e mental que tomavam o corpo.

A fome, a sede e a humilhação são forças presentes no livro que descreve muito bem como o regime autoritário despia da humanidade os judeus nos campos. A substituição de seus nomes por números, por exemplo, os privava sequer de possuir uma identidade.

Apesar de todo o sofrimento, Primo Levi faz questão de exaltar a resistência humana e capacidade em sobreviver mesmo nas situações mais terríveis.

Publicado inicialmente por uma pequena editora italiana em 1947, “É isto um homem?” teve uma tiragem de apenas 1500 cópias. Seu reconhecimento veio em 1958 ao ser re-editado pela editora Einaudi.

Esta obra se tornou um clássico e um livro essencial para entender todos os horrores do holocausto.

3. A bailarina de Auschwitz, de Edith Eger, mostrando parte dos horrores dos campos de concentração

Em mais um livro escrito pelas mãos de sobrevivente diretos do mais infame campo de concentração nazista, acompanhamos a história da bailarina e psicóloga Edith Eger.

Quando tinha apenas 16 anos, Edith Eger foi levada de sua cidade na Hungria para Auschwitz. Seus pais foram condenados à câmara de gás e a jovem bailarina e sua irmã tiveram que sobreviver em meio ao desespero e humilhações.

Em um famoso episódio, Edith foi forçada a dançar para Josef Mengele, oficial alemão e médico em Auschwitz, responsável por alguns dos mais terríveis experimentos nazistas.

Igualmente impactante foi o seu resgate. A garota estava em meio a uma pilha de corpos, dada como morta, quando foi encontrada por soldados americanos.

A obra ainda relata a vida de Edith após o holocausto, como ela se formou em psicologia e as experiências com pacientes que, como ela, passaram por experiências traumáticas.

Sem dúvidas “A bailarina de Auschwitz” é um dos melhores livros para quem busca entender mais sobre o período e o impacto que teve naqueles que sofreram nas mãos da Alemanha nazista.

Além de todo o teor histórico e dramático, este livro é ainda uma grande fonte de força e inspiração, que nos mostra como temos forças para encarar nossos traumas e nos tornamos pessoas cada vez mais fortes.

4. Noite, de Elie Wiesel, escrito por um sobrevivente do holocausto

Elie Wiesel tinha cerca de 14 anos quando foi levado, junto do pai, para um campo de concentração. Eles foram separados da mãe de Wiesel e sua irmã mais nova, que o garoto nunca mais encontrou.

Em “Noite”, o autor faz o seu testemunho sobre a vida nos campos pelos quais passou, em Auschwitz e Buchenwald. A rotina era de trabalhos, humilhações, torturas e morte.

Durante esta terrível jornada, o garoto questiona suas crenças judaicas e o motivo de Deus não os ajudarem. Eles param de executar os rituais costumeiros e passam a nutrir um ódio enorme ao vivenciar na pele a crueldade humana.

Suas irmãs mais velhas, Beatrice e Hilda, sobrevivem à ocupação e posteriormente encontraram Elie em um orfanato francês. Todos se mudaram para a Ámérica do Norte.

Elie Wiesel tornou-se um renomado escritor, com mais de 50 títulos publicados e um Prêmio Nobel da Paz graças a eles. Ele pode ser visto em uma famosa foto tirada pelas tropas aliadas que libertaram os prisioneiros do campo de Buchenwald, em 1945.

5. A lista de Schindler, de Thomas Keneally

Em uma das maiores obras-primas sobre o período do holocausto, Thomas Keneally conta a espantosa história de como um industrial alemão, que era membro e espião do Partido Nazista, ajudou a salvar centenas de seus empregados judeus.

Oskar Schindler, durante os anos da guerra, empregava em suas fábricas de utensílios de cozinha cerca de 1000 judeus. Graças ao seu histórico e ligações, ele pôde garantir que eles não fossem deportados ou levados para o extermínio, e pudessem continuar trabalhando.

Inicialmente buscando apenas o lucro, Schindler passou a ajudar os judeus em suas fábricas.

Com a cada vez mais iminente derrota da Alemanha nazista, ele fez acordos para transferir sua fábrica para Brünnlitz. Esse movimento evitou que seus empregados não fossem capturados.

Cerca de 1200 nomes de judeus estavam na famosa lista compilada por Mietek Pemper.

O livro “A lista de Schindler”, de 1983, reconta essa história. Apesar de ser um romance baseado nos fatos, a proximidade com a realidade ainda é bastante e de forma nenhuma diminui o impacto desse ato.

O autor, Thomas Keneally, entrevistou sobrevivente do holocausto ajudados pelo alemão em diversos países, incluindo o Brasil. Estes relatos o ajudaram a compor a narrativa e dar luz a esse grande nome da época.

A história teve ainda um filme homônimo lançado em 1993. Dirigido por Steven Spielberg e estrelando nomes como Liam Neeson e Ben Kingsley, essa versão é também muito aclamada até hoje.

6. O menino do pijama listrado, de John Boyne, o campo de extermínio retratado de forma extremamente sensível e tocante

Diferentemente dos livros apresentados até então, “O menino do pijama listrado” é um romance por completo, e não baseado em fatos reais ou experiências de sobreviventes do extermínio nazista.

Apesar disso, a obra possui um grande peso como narrativa e emociona.

A história é contada a partir da visão de Bruno, um garoto de apenas 8 anos, que é filho de um oficial da Alemanha durante o holocausto. Ele e a família se mudam da luxuosa casa em Berlim para o interior, e o garoto não possui amigos no novo lar.

Ignorante sobre os terrores cometidos pelo pai e seus companheiros do Partido Nazista, Bruno faz amizade com Shmuel. O garoto judeu que habita o campo de concentração próximo à residência se torna amigo de Bruno, e os dois passam a se encontrar constantemente na cerca que separa os dois mundos.

A inocência das crianças em meio ao holocausto e o contraste da vida na casa da tradicional família alemã e o campo de concentração fazem desta um história profundamente melancólica.

Este livro aborda um assunto de forma nova, e com um final chocante, se tornando leitura obrigatória sobre o tema.

Uma adaptação cinematográfica foi lançada em 2008, dirigida por Mark Herman e estrelada por David Thewlis como o pai do garoto, Asa Butterfield como Bruno e Jack Scanlon como Shmuel. O filme recebeu o Oscar de melhor filme dramático.

7. Última parada: Auschwitz, de Eddy de Wind, escrito em um campo de concentração

O único livro produzido inteiramente dentro de um campo de concentração narra a rotina diária do médico judeu Eddy de Wind e foi escrito pelo próprio.

Separado da esposa, Friedel, ao serem levados para Auschwitz em 1943, Eddy foi levado para o bloco 9, onde ajudou a cuidar de prisioneiros políticos. Friedel, por outro lado, vai para o bloco 10. Este era onde ficavam as pessoas destinadas aos terríveis experimentos de Mengele.

O médico descreve detalhes das atrocidades que presenciou, os gritos das pessoas e em como podia ouvir até mesmo a voz de sua esposa entre eles.

Este livro foi escrito por Eddy em meio à derrota da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Com a invasão russa, os responsáveis pelo campo de Auschwitz fugiram e mandaram os prisioneiros voltarem para a Alemanha, a fim de atrasar os soldados russos.

A caminhada ficou conhecida como Marcha da Morte, porém o médico não se uniu a ela. Ele permaneceu no campo, onde começou a escrever.

8. Sonata em Auschwitz, de Luize Valente

Escrito pela brasileira Luize Valente, descendente de portugueses e alemães, esta é mais um livro de ficção histórica que se passa durante o holocausto.

Neste romance histórico, a autora traça uma narrativa em paralelo sobre um bebê nascido nas barracas em Auschwitz e uma canção composta por um dos soldados nazistas no mesmo campo.

Anos depois, uma partitura coloca Amália, portuguesa descendente de alemães, em uma jornada para desvendar os mistérios do passado nazista de sua família. Durante essa busca ela vem ao Brasil, onde se encontra com um casal de judeus sobreviventes do holocausto no Rio de Janeiro.

É a partir daqui que descobrimos, junto de Amália, acontecimentos surpreendentes dos campos de concentração, a ascensão do nazismo, a luta dos judeus da Transilvânia e os segredos do pós-guerra.

Por mais que seja um romance, a pesquisa detalhada e profunda feita por Luize Valente dão a esse livro um pano de fundo sólido e muito valor como material para quem se interessa pelo assunto.