Qual é a Ordem dos livros 50 Tons de Cinza, de E. L. James? Sequência Cronológica de Leitura

Está à procura de uma boa série de romances hot  ou new adult para ler, mas também tem dúvidas quanto aos títulos mais óbvios? Quem não sabe se deve ler ou não a série “Cinquenta tons de cinza” sofre com esse dilema, mas emoções não devem faltar.

Você é o leitor que pensa: “será que esses livros são bons mesmo ou apenas servem um bom roteiro para o cinema?”.

Se é o seu caso, responderemos a essas perguntas, além de ensinar em qual ordem você deve fazer a leitura dos títulos.

Em primeiro lugar, é importante ter em mente que aquilo que vai para o cinema é apenas uma adaptação do conteúdo de centenas de páginas. Estamos falando de três romances, cada um com mais de 400 páginas! Portanto, é difícil que um filme nas telonas consiga passar a complexidade dos personagens e do enredo como um livro faz.

Ainda assim, todos os filmes da série “Cinquenta tons de cinza” foram bastante aclamados pelo público. Atribuímos a esse sucesso a atuação e a interação entre Dakota Johnson e Jamie Dorman enquanto casal protagonista da história de amor.

Além dos atores, a trilha sonora também combina com as cenas que os leitores dos livros podem apenas imaginar.

Tirando os elementos sonoros e visuais, que não estão nos livros, a leitura continua sendo o acesso mais completo à história que a autora E. L. James escreveu.

Quer conhecer o enredo e a ordem dos livros “50 tons de cinza”?

Agora que você já sabe que os livros da série “50 tons de cinza” são bastante completos e complexos, é hora de entender o porquê ao conhecer melhor o enredo de cada um.

Vamos falar um pouco mais sobre como E. L. James trabalha seus personagens e toda a problemática em torno de uma relação BDSM. Aliás, durante os lançamentos, não faltaram notícias sobre o tema.

Boa leitura!

1. Cinquenta tons de cinza, a primeira publicação da sequência de obras quentes da escritora

O primeiro livro da série e a própria série têm o mesmo nome: “Cinquenta tons de cinza”. Nele, somos apresentados aos protagonistas dessa história.

Anastasia Steele, ou melhor, Ana, é uma estudante de literatura inglesa ainda sem carreira, que vive submersa em um universo de livros. Para ela, ficar sozinha lendo não é nenhum sacrifício.

Por esse e outros motivos, ela é bastante diferente de sua colega de apartamento, que também é sua melhor amiga: Kate Kavanagh.

Falando em Kate, ela trabalha como repórter para o jornal de sua universidade. No dia de entrevistar o empresário Christian Grey, Kavanagh não pode ir e Anastasia assume sua função de entrevistadora e conhece o homem que mudará sua vida.

Não queremos dar detalhes sobre a trama, mas podemos dizer que a dinâmica entre Grey e Anastasia se torna interessante não só pelo clima gentil de sedução e pela tensão sexual.

Esse relacionamento é curioso porque o que Grey propõe à Steele é uma relação sadomasoquista.

Nem todas as pessoas sabem como esse tipo de dinâmica funciona, então, faremos uma breve introdução.

O sadomasoquismo foi popularizado pelos livros da série “Cinquenta tons de cinza”, mas a prática não é tão recente assim. Na verdade, há relatos literários sobre relações sadomasoquistas desde o século XVIII.

Em seus livros, os autores Marquês de Sade e Leopold von Sacher-Masoch escreveram sobre práticas sexuais em que o prazer era maximizado a partir de costumes como a dominação, a tortura e outros tipos de loucuras não convencionais ao simples ato sexual.

Com o passar do tempo, as relações sadomasoquistas ganharam uma sigla que denota diferentes preferências na cama: BDSM. Explicamos o significado de cada letra a seguir.

A letra “B” vem do termo bondage (prisão, amarração), do inglês.

Na relação sexual sadomasoquista, é uma prática comum que um dos parceiros amarre o outro ou restrinja seus movimentos de alguma maneira. Por esse motivo, é comum que os praticantes usem algemas, cordas, correntes e outros tipos de objeto;

A letra “D” se refere a discipline (disciplina). Neste modelo de relacionamento, um dos parceiros está em uma relação de dominação perante o outro.

Assim, esse “dominante” pode submeter o “dominado” a uma série de regras e comportamentos estipulados por ele;

A letra “S” refere-se à submission (submissão). Como já comentamos acima, na relação de dominação, há uma pessoa que domina e uma pessoa dominada, isto é, submissa aos desejos e vontades sexuais do dominador.

Fazemos uma breve interrupção aqui para dizer que a sigla BDSM é interessante porque, além de cada letra denotar uma prática específica, algumas letras também são lidas em conjunto, como em uma dobradinha.

Por exemplo, “DS” denota “dominância e submissão”, que é a dinâmica desse tipo de relação. Assim, até aqui temos uma sigla que significa “bondage, disciplina, dominância e submissão”.

Por fim, a letra “M” se refere a “masoquismo”, que é o prazer de se submeter à vontade sádica de alguém. Essa letra também se une em dobradinha ao “S”, que com ela forma o par “sadismo e masoquismo”.

Sadismo aqui é lido como o prazer sexual de provocar sofrimento. Portanto, o sadomasoquismo envolve parceiros com vontades complementares: impor sofrimento e se submeter ao sofrimento.

Enfim, temos o significado da sigla completa BDSM: “bondage, disciplina, dominância e submissão, sadismo e masoquismo”. 

Para entender o que acontece em “Cinquenta tons de cinza”, é importante ter em mente exatamente o que esse tipo de relacionamento implica, já que Grey propõe essa dinâmica a Anastasia sem que ela entenda muito bem o que é o BDSM.

Christian Grey, extremamente atraído por Steele, propõe que ambos assinem um contrato com as condições de dominância e submissão.

A princípio, o documento parece meio estranho e sombrio, e Anastasia teme se comprometer. Porém, curiosa e atraída pelo empresário, acaba topando.

Para os praticantes de sexo “baunilha”, termo do BDSM para a prática tradicional, uma experiência sadomasoquista é muito intrigante.

Para quem não teve experiências sexuais ainda ou um relacionamento duradouro com alguém, essa dinâmica é ainda mais complicada.

No primeiro livro de “Cinquenta tons de cinza”, você verá como um relacionamento amoroso se desdobra dentro dos termos de dominância e submissão.

Como duas pessoas em par de igualdade podem ter o mesmo poder quando o relacionamento é mediado por um contrato em que um domina e o outro se submete?

Mais que isso: por que uma pessoa insistiria em um relacionamento em que ela insiste em dominar outra ou ser dominada, sem que você a conheça bem?

Descubra como Anastasia Steele e Christian Grey lidam com essas questões.

2. Cinquenta tons de liberdade, segundo lançamento da sequência

No primeiro livro da trilogia “Cinquenta tons de cinza”, conhecemos os personagens Anastasia Steele e Christian Grey. Fomos apresentados também à dinâmica do casal que, inicialmente, funcionou com Steele na posição de submissa, enquanto Grey assumia o papel de dominador.

No entanto, esse modelo de relação não deu certo por muito tempo. Anastasia se apaixonou e exigiu de Christian um vínculo mais maduro, apaixonado e cheio de direitos que extrapolam as regras e combinados de relações sexuais sadomasoquistas.

Portanto, temos aqui um dilema entre romance e sexo, paixão e compromisso. 

As coisas podem funcionar juntas, mas só se as partes envolvidas se engajarem em prol de objetivos comuns.

O problema de se aprofundar nesse tipo de relação mais emocional com uma pessoa quando você já ultrapassou todos os limites físicos da convivência com alguém é que resta conhecê-la melhor.

Em “Cinquenta tons de liberdade”, conseguimos acessar mais alguns aspectos da personalidade de Grey.

Finalmente, podemos tentar responder ao questionamento principal da trama: por que ele é como ele é e pede das mulheres o que ele pede?

Aqui, ao lado de Anastasia, conhecemos mais a fundo não só quem Christian é enquanto amante e parceiro.

Agora, em um ritmo de suspense emocionante, podemos entender suas motivações, seu passado e algumas das peças do quebra-cabeças que compõem sua intimidade.

Como toda a trama é contada a partir do ponto de vista de Anastasia, é muito importante tanto para ela quanto para os leitores entenderem o que pode levar uma pessoa a ter tanta dificuldade para se relacionar em um nível tão profundo.

3. Cinquenta tons mais escuros, livro que finaliza a trilogia de volumes de “50 tons de cinza”

O último livro da lista “Cinquenta tons de cinza” é chamado “Cinquenta tons mais escuros”, sempre com os títulos seguindo essa linha semelhante.

Falando nos títulos, nós não explicamos o porquê de a autora escolher esse campo semântico para os livros.

Não vamos estragar a leitura com spoilers, mas podemos dizer que a cor cinza se refere ao sobrenome de Grey, que é “cinza” em inglês. Ou seja, é um trocadilho da autora.

Portanto, quando falamos em tons de cinza, estamos nos referindo às tonalidades desse protagonista masculino que é tão difícil de decifrar.

No livro “Cinquenta tons de liberdade”, desta vez conseguimos entender um pouco mais esse homem misterioso cheio de desejos, ímpeto e vontades.

Não sabemos o que você faria na posição de Anastasia considerando o que ela descobre sobre Christian no segundo livro. Porém, a personagem escolhe se afastar de Grey e se concentrar na própria carreira.

Assim, temos que ver como os personagens reagem a um novo desafio para seu relacionamento: o rompimento. Enquanto para alguns casais o fim é definitivo, para outros simboliza um recomeço.

Em “Cinquenta tons mais escuros”, você vai acompanhar a reviravolta final em uma história de amor tão cheia de nuances.

Os leitores finalmente encontram um desfecho para os dilemas e necessidades de Anastasia e soluções para a história de Grey.

E um romance tão cheio de complexidade consegue entregar o esperado para um romance hot?

A resposta é “sim!”.

Muitos leitores curtem esse tipo de livro justamente pela história com cenas de sexo detalhadas, o que todos os livros de “50 tons de cinza” têm.

Porém, mais do que isso, a série também explora muito bem as nuances emocionais de um relacionamento complexo.

Assim, não temos aqui uma história simplesmente sobre sexo, mas sobre as escolhas e os esforços que fazemos para estar com quem amamos.

Ademais, “Cinquenta tons de cinza” também é sobre como se colocar acima de um relacionamento e o que é válido ou não para um casal em termos de domínio e submissão.

Por fim, deixamos ainda a sugestão de leitura de um último livro da autora E. L. James, em que ela remonta a história do ponto de vista de Christian Grey. O título do livro é “Grey”.

A obra recebeu avaliações muito positivas do público, então, não deixe de conferir esse complemento à história de amor que conquistou tantos leitores!

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