Os 9 Melhores Livros de Isaac Asimov

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Isaac Asimov, autor nascido na Rússia Soviética, mudou-se quando criança para os Estados Unidos e frequentou as escolas públicas de Nova York.

Foi em morando em Nova York até o final de sua vida, que o escritor e doutor em bioquímico, ficou mundialmente conhecido por toda a sua obra como um dos três grandes mestres da ficção científica ao lado de dois grandes nomes: Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke.

Robert A. Heinlein é um dos mais famosos escritores norte-americanos do gênero ficção científica, autor de “Tropas Estelares”, e Arthur C. Clarke, de origem britânica, tem várias obras famosas de literatura de ficção científica, dentre elas, a obra “O fim da Infância” e a série “Uma Odisseia no Espaço”.

Asimov é uma figura notória e muito influente em várias áreas distintas que conversam com a ciência e literatura, tendo uma história de vida interessante e repleta de curiosidades.

Por exemplo, foi amigo próximo do criador de Star Trek e recebeu créditos em um dos filmes devido aos conselhos e opiniões que deu contribuindo com a produção e, em 1981, foi homenageado com um asteroide batizado com seu nome, o 5020 Asimov.

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Vamos nos aprofundar nos livros de Isaac Asimov, um dos três grandes mestres da ficção científica?

Apesar da vasta literatura de ficção científica e da criação de todo um universo, Asimov foi um escritor polivalente e não se limitou à produção de conteúdo um único gênero, se lançando também em produção de obras de não ficção.

Dentre suas obras de não ficção, algumas merecem ser mencionadas, como o “Isaac Asimov’s book of facts”, um livro com três mil fatos coletados pelo próprio autor e divididos em cem categorias.

Outro bom exemplo é “A choice of Catastrophes”, um dos livros de ciência popular, publicado em 1979, em que ele fala sobre a possibilidade de um apocalipse ou da humanidade entrar em colapso.

Asimov tinha a pretensão de escrever 500 livros, entretanto, aos 72 anos faleceu sem ter alcançado tal feito, com um total de 463 obras.

Devido ao grande volume de livros, foram selecionados para este blog os mais famosos e expressivos livros de ficção científica escritos pelo autor, mas vale ressaltar que, para aqueles que têm interesse em buracos negros, Asimov tem livros de divulgação científica que abordam o tema.

Eu, robô

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“Eu, robô”, publicado em 1950, possui nove contos de Isaac Asimov que trazem ao leitor o entendimento da evolução dos robôs ao longo do tempo e é considerado o predecessor da série Robôs.

“Robbie” é o primeiro conto do livro e foi publicado originalmente na edição de setembro de 1940 da Pulp Magazine Super Science Stories e traz a história de um robô babá que não consegue falar sobre ser discriminado pelas pessoas.

“Eu, robô” conferiu ao autor o título de pai dos robôs, pois as três leis da robótica reconhecidas em todo o mundo foram criadas por ele em suas histórias de robô. As três leis da robótica são:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal;
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei;
  •  3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Uma adaptação livre desta obra foi parar nas telas de cinema em um filme homônimo estrelado por Will Smith. O filme gerou uma receita de quase 350 milhões de dólares e chegou a ser indicado para o Oscar na categoria de melhores efeitos visuais.

Série “Robôs”

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Os livros da Série Robôs são: “As cavernas de aço”, “O sol desvelado”, “Os robôs da alvorada”, “Os robôs e o império”.

Em “As cavernas de aço”, primeiro livro da Série Robôs, Isaac Asimov apresenta ao mundo Elijah Baley, um investigador de Nova Iorque que precisa solucionar, juntamente com um robô, um gravíssimo caso de assassinato do embaixador dos Mundos Siderais.

Isaac Asimov decidiu escrever a história que daria início à série de aventuras de Elijah Baley, após John W. Campbell Jr. (Editor da Astounding Science Fiction, uma importante revista de ficção científica) dizer que o gênero mistério era incompatível com o gênero ficção científica.

Após o sucesso de “As cavernas de aço”, o autor escreve um segundo livro para a série, em que o investigador de Nova Iorque e seu parceiro robô são enviados para o planeta Solaria para investigar e solucionar um novo caso.

Na história deste livro, existem dois suspeitos para o crime: alguém que não tinha como estar na cena do crime e um robô que, como todos sabem, é programado sob a égide das leis da robótica, portanto, não pode ferir seres humanos.

O terceiro livro da série, “Os robôs da alvorada”, teve o importante papel de conectar todos os livros do universo criado por Asimov, trazendo elementos e conceitos que se conectam e interligam outros livros do autor como “Eu, Robô” e a versão da série “Fundação”, criada nos anos de 1980.

“Os robôs e o império”, quarto e último livro das aventuras de Elijah, não tem tradução em português publicada pela editora Aleph.

“A trilogia da Fundação”

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Considerada a mais famosa dentre as obras de Isaac Asimov, a série Fundação ganhou o Prêmio Hugo, sendo eleita em 1966 a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos, desbancando concorrentes de peso como a famosa trilogia de Tolkien “O senhor dos anéis”.

A trilogia Fundação, escrita na década de 50, se passa em um futuro distante em que o destino das pessoas recebe influências de uma instituição denominada Fundação Enciclopédica e é contada nos livros “Fundação”, “Fundação e império” e “Segunda Fundação”, tendo como personagem principal um cientista com o nome Hari Seldon, um matemático visionário.

Na trama, Hari Seldon cria um método batizado de “psico história” que utilizando conhecimentos matemáticos e sociologia, consegue prever estatisticamente o futuro ao se aplicar fórmulas matemáticas a acontecimentos da sociedade no tempo presente.

Utilizando-se da psico história, o cientista prevê uma inevitável tragédia: a destruição do império galáctico (inspirado no império romano), ou seja, toda a humanidade, juntamente com todo o conhecimento adquirido e até então construído.

Dessa forma, Hari Seldon cria um ousado plano que parece ser a única esperança de reconstruir o império humano. A ideia dele é reunir as pessoas mais inteligentes do planeta com a finalidade de preservar e posteriormente expandir o conhecimento da humanidade por meio da criação da Enciclopédia Galáctica.

Com o sucesso da Trilogia Fundação, na década de 80, Isaac Asimov decide publicar outros livros complementares, transformando a história em na gigantesca série da fundação.

“Extensão da Fundação”

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Pois é, para quem achou que Isaac Asimov publicaria “Fundação”, “Fundação e império” e “Segunda Fundação” e, após isso, passaria a se dedicar à criação de outros livros de ficção científica, inclusive se aventurando fora desse gênero literário, se enganou.

Com efeito, quase 30 anos depois, ele ressurge presenteando o mundo com novidades e a continuidade de uma das histórias mais incríveis dentre todas as que criou.

Foram escritas pelo autor Isaac Asimov outras quatro obras complementares à trilogia fundação, sendo elas: “Limites da fundação”, “Fundação e Terra”, “Prelúdio à fundação” e “Origens da fundação”.

Esses livros vêm com narrativas ilustrando contextos anteriores e posteriores aos três livros inicialmente publicados por Asimov Isaac, desta forma, cronologicamente, as histórias seguem esta ordem:

  • “Prelúdio à fundação” (livro publicado em 1986);
  • “Origens da fundação” (livro publicado em 1993);
  • “Fundação” (livro publicado em 1951);
  • “Fundação e império” (livro publicado em 1952);
  • “Segunda fundação” (livro publicado em 1953);
  •  “Limites da fundação” (livro publicado em 1982);
  • “Fundação e Terra” (livro publicado em 1986).

Para o leitor que gosta de histórias em série, a Fundação é ideal para conhecer o autor e foi completamente publicada no país pela editora Aleph, inclusive com lindos boxes de colecionador.

Mas, caso longas histórias não caiam em seu gosto, a obra “O fim da eternidade” é considerada por grandes críticos de sua literatura uma das melhores e mais importantes obras escritas por Isaac Asimov.

“O fim da eternidade”

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“O fim da eternidade” é o livro que, até hoje, é considerado a melhor e mais importante dentre as obras escrita por Isaac Asimov, sendo um romance com elementos de mistério e terror psicológico amarrados em uma narrativa pautada em viagem do tempo e temática de engenharia social.

Publicado em 1955 e com um foco bem diferente das clássicas e conhecidas histórias de robôs que são comuns na literatura de Isaac Asimov, foi considerado um livro com suspense em cada uma de suas páginas, com reviravoltas acontecendo capítulo a capítulo.

O livro é considerado um dos mais importantes romances sobre viagem no tempo e, tendo como personagem principal Andrew Harlan, narra sobre uma organização de homens de diferentes épocas que vivem fora do tempo.

Este controle tem o objetivo de alterar minimamente a realidade das pessoas a fim de mudar o curso da história e, assim, tornar a humanidade melhor. Por meio desse grande clássico, Isaac Asimov aborda os problemas dos paradoxos temporais de uma forma singular.

Dessa forma, ele traz à tona questionamentos pertinentes até os dias de hoje, tais como a evolução do ser humano sobre outras espécies, a busca por controle sobre os outros e o comodismo humano.

Sua versão em português conta com 256 páginas em uma bela edição publicada pela editora Aleph e é facilmente encontrada em qualquer loja no país.

“O cair da noite”

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A escrita da pequena novela “O cair da noite” foi inspirada por John W. Campbell Jr., editor da Astounding Science Fiction, que ao mostrar a Isaac Asimov uma citação de Ralph Waldo Emerson (utilizada no começo da trama), deu a ideia para a criação.

Considerado por muitos como um livro impactante, em apenas oitenta páginas o autor cria um suspense acerca da chegada da escuridão em Lagash, um planeta iluminado por seis sóis onde a humanidade não conhece a noite e vivenciará, pela primeira vez, um eclipse de doze horas de duração.

Os cientistas descobriram que este fenômeno raro acontece ciclicamente a cada 2049 anos provocando loucura em toda a humanidade e fazendo com que poucas pessoas permaneçam vivas para recomeçar a sociedade.

Ao mesmo tempo, uma instituição religiosa acredita que o eclipse está intimamente ligado às questões místicas escritas em seu livro sagrado que diz que coisas chamadas estrelas incendiarão o planeta e somente aqueles que tiverem a fé terão suas almas salvas.

Com humor, uma narrativa envolvente e um desfecho maravilhoso, o autor convida e conduz o leitor por um embate entre a ciência e a religião, fazendo-o refletir sobre a própria existência.

Este é um dos poucos livros do escritor em que a editora responsável por sua publicação no Brasil não é a Aleph.

“Pedra no céu”

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Este foi o primeiro romance publicado pelo escritor em 1950, elaborado a partir da ampliação de um conto que mistura ficção científica e fantasia que o autor já possuía.

A história se passa num futuro muito distante, no tempo da série Fundação, e tem como protagonista Joseph Schwartz, um imigrante europeu que é alfaiate em Chicago que, de repente, acaba por viajar para um tempo futuro em que a Terra é um planeta radioativo, quase inabitado e cheio de zonas proibidas.

Não sendo, também, o único planeta habitado pelos humanos, é só mais um dentre os planetas do império galáctico e, no desenrolar do livro, Joseph Schwartz vira cobaia em experimentos científicos de um cientista chamado Affret Shekt.

Além de se desenvolver no universo da Fundação, o livro que possui 312 páginas também se conecta com a série “Robôs” e, assim como outras obras do mesmo escritor, o desenrolar dos acontecimentos traz questões para reflexão, tais como preconceito racial, xenofobia, questões ambientais, religiosas, políticas e sociais, de uma forma leve e implícita no enredo.

“Os próprios deuses”

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Este está entre os livros premiados de Asimov. Lançado em 1972, ganhou os prêmios Hugo e Nebula da ficção científica, sendo considerado pelo próprio autor como o livro favorito de toda a sua obra.

Utilizando-se do bom humor, Asimov aborda questionamentos que são pertinentes até os tempos atuais, fazendo reflexões sobre questões do comportamento humano e suas ambições, e debates sobre a crise energética tão atual em nossos tempos.

A narrativa se passa no ano de 2070 e gira em torno de uma fonte de energia revolucionária para a humanidade e que revela a existência de um universo paralelo ao que conhecemos e da troca de energia entre os universos surge uma nova ciência chamada para-física.

Essa fonte de energia revolucionária permite que os seres humanos consigam energia infinita através de uma bomba de elétrons entre universos. O conflito central gira em torno do desenvolvimento dessa bomba de elétrons entre universos, pois a versão oficial do governo a respeito de sua criação não é muito verídica.

Isto é, o poder político esconde vários fatos e consequências negativas que vão sendo contadas nas três partes do livro conforme se desenrola a trama – que se inicia com a investigação de Peter Lamont, um jovem cientista que decide pesquisar e registrar a real história sobre o assunto.

Universos paralelos são comuns nos livros do autor, entretanto, este se destaca pela forma que o Asimov narra a trama brilhantemente sobre várias perspectivas, prendendo o leitor do início ao fim em cada uma das 368 páginas.

“Série Lucky Starr”

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Trata-se de livros infanto-juvenis de ficção científica que teve sua primeira trama encomendada por um editor de ficção científica que queria que o autor criasse uma história juvenil para virar uma série de televisão.

Como Asimov temia sujar seu nome atrelando-o a séries de TV que eram rasas e ruins, decidiu utilizar o pseudônimo Paul French, entretanto, o livro nunca virou seriado de televisão e, mesmo assim, o autor continuou escrevendo a série, totalizando seis livros.

Havia a intenção de escrever o sétimo dos livros com o título “Lucky Starr and the Snows of Pluto”, entretanto, Asimov decidiu dedicar-se integralmente para escrever não-ficção.

Lucky Starr é o apelido do herói da série que, originalmente, se chama David (em homenagem ao próprio filho do escritor), e o título original do primeiro livro era “David Starr, Space Ranger”, mas o autor achou pouco expressivo e, para os próximos livros, decidiu adotar “Lucky Starr” nos títulos.

Em português, os livros não trazem o nome do herói em seus títulos, sendo eles:

  • “As cavernas de Marte” (publicado em 1952);
  • “Vigilante das estrelas” (publicado em 1954);
  • “O Grande sol de Mercúrio” (publicado em 1956);
  • “O robô de Júpiter” (publicado em 1957);
  • “Os anéis de Saturno” (publicado em 1958).

As aventuras vividas pelo herói Lucky Starr foram escritas para o público jovem com base no que a ciência tinha de informação na época, dessa forma, Isaac introduziu conceitos de física e astronomia, mas com o passar dos anos alguns conceitos ficaram obsoletos, o que levou o autor a introduzir um prefácio trazendo esclarecimentos sobre o avanço da ciência.